O INE divulga contas nacionais trimestrais

Segundo o INE os valores do PIB que subiram 1,9% nos últimos três meses do ano.

Depois de um início de ano em que o crescimento ficou bastante abaixo das expectativas, com uma variação de apenas 0,9%, a economia portuguesa conseguiu, com base numa aceleração do consumo privado e na manutenção de resultados positivos nas exportações, arrancar a partir do terceiro trimestre para taxas de crescimento superiores à da média da zona euro, superando a generalidade das previsões, incluindo as mais recentes do Governo.

A economia portuguesa registou nos últimos três meses do ano passado um crescimento de 0,6%, mantendo o ritmo forte já apresentado no terceiro trimestre e garantindo uma taxa de crescimento no total do ano de 1,4%, acima dos 1,2% previstos pelo Governo e dos 1,3% estimados pela Comissão Europeia.

Já no que respeita ao investimento este também dá sinais de recuperação segundo afirma o INE.

O INE afirma que a aceleração da variação homóloga do PIB de 1,6% para 1,9% se deveu ao “aumento do contributo da procura interna, observando-se uma recuperação do investimento e um crescimento mais intenso do consumo privado”.

O factor mais negativo presente no comunicado do INE é o regresso de um contributo negativo da procura externa. Não porque as exportações tenham abrandado, mas porque, com o consumo e o investimento a crescerem, as importações voltaram a subir mais. Esta tem sido uma marca da economia portuguesa nas última décadas: sempre que a economia acelera, fá-lo à custa do equilíbrio da balança externa.

Fonte: Público